A quebra de um ícone

Neste momento em que estou escrevendo, passo por um dilema e dele, me peguei pensando em algo que gostaria de compartilhar com vocês. Ontem a noite, de uma forma estranha e ainda não explicada, já que não pude ir ao médico ainda, o meu dedo anelar esquerdo ficou inchado e por conseguinte a aliança(único anel, colar ou qualquer coisa do tipo que já usei na vida) esta apertando. Tentei tirar a aliança, todavia, por conta do inchaço, ela não está saindo. E disso o dilema, receio e frustração: precisarei então quebrar a minha aliança?

Acho que este temor deve ser a razão que eu ainda não fui ao médico. Eu não quero ter a minha aliança quebrada, não porque minha esposa vai ficar chateada comigo ou as pessoas não vão mais reconhecer que sou casado, mas sim, porque esta aliança depois de 7 anos juntos, ela faz parte do meu corpo. Creio que nestes 7 anos removi apenas uma vez para um exame de Ressonância Magnética e só. Ela tem sido uma companheira constante para me lembrar de meu amor pela minha esposa e como estou em aliança com ela.

Ao mesmo tempo, sei que meu amor por ela, assim como o dela por mim, não é nem um pouco dependente deste anel. Na verdade, por muitas vezes nós é que condicionamos nosso amor a atitudes e gestos. Comprar flores, levar o jantar, tomar café junto, almoçar, culto doméstico, dormir juntinho ou uma aliança no dedo. Para muitos casais, estes gestos ditos acima, são combustíveis para o amor, ou até mesmo o que sustenta, se algo desses faltar, pronto, o amor está abalado, a confiança, a aliança…

Irmãos, aplicando este mesmo raciocínio, assim é como encaramos a nossa vida cristã. Sou crente por que oro, leio a Bíblia vou à igreja, entrego folheto. Enquanto na verdade não. Assim como o casamento, nossas ações precisam ser um reflexo do amor que temos. Eu uso aliança no dedo, logo amo minha esposa. Não! Porque amo a minha esposa, uso aliança no dedo. Por que amo a Cristo, lerei a Bíblia e orarei mais.

Nossa aliança com Cristo, diferentemente do anel que uso, não pode ser quebrada por ninguém, temos um sinal físico disto que é o batismo e a ceia do Senhor, mas elas não acontecem todo dia, portanto muitas vezes nos esquecemos que estamos em aliança com nosso Salvador. Nosso maior lembrete não deve ser um mero ícone a ser usado, mas a cruz de nosso Senhor, o que Ele fez por amor a mim, para que agora eu possa amá-lO e lembrar disto constantemente, quer em alegria, tristeza, frustrações ou decepções.

O meu ícone no dedo pode até ser quebrado, mas, não o meu amor pela minha esposa, pois o meu amor por ela não é baseado em uma aliança.  Que Deus nos ajude a nos lembrar disto em nossos casamentos, relacionamentos, amizades. Que ícones se quebram, noites de jogar conversa fora podem ir embora, anéis se quebram, mas o amor pode e, se baseado em Cristo, durará, assim como o dEle vai durar até o final dos tempos.

Em Cristo,

Pr. Léo

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Texto extraído do e-mail semanal “E a família? Como vai?” do dia 26/07/2012.
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